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O presidencialismo disfuncional na Amrica Latina
['Professor De Ciência Política Na Faculdade De Filosofia E Ciências Humanas Da Ufmg', 'Professor Do Mestrado Interdisciplinar Em Gestão Pública E Sociedade Na Universidade Federal De Alfenas', 'Mg']
Folha de S.Paulo - Em cima da hora - Principal
Mais do que um cenário pontual, essa relação difícil é sintoma de um padrão maior, que revela o estado atual do presidencialismo no Brasil e em outros países latino-americanos.
Chamamos esse padrão de presidencialismo disfuncional, em que a negociação regular entre Executivo e Legislativo se converte de modo recorrente em barganha pela sobrevivência presidencial.
A disfuncionalidade se alimenta quando surgem espaços para adaptações que flexibilizam o presidencialismo e quando se enfraquecem os instrumentos do Executivo para gerir coalizões.
Há mais casos na América Latina que ilustram o presidencialismo disfuncional, como Peru e Equador.
O presidencialismo disfuncional substitui esse padrão por um novo, em que as ferramentas usadas para gerir coalizões perderam eficácia e passaram a servir para administrar a vulnerabilidade e sobreviver a crises.