Nas últimas duas décadas, diversos estudos observaram que pessoas que usam benzodiazepínicos ou medicamentos para dormir apresentam maior frequência de doença de Alzheimer anos depois. Mas, em medicina, nem sempre uma associação significa que uma coisa causa a outra. Isso significa que, com as evidências disponíveis hoje, ainda não é possível afirmar que exista uma relação causal, ou seja, não significa que os medicamentos causem Alzheimer. São efeitos que motivam recomendações contidas em diversas diretrizes nacionais e internacionais para que seu uso prolongado seja evitado sempre que possível. Nossa revisão reforça que esses resultados devem ser interpretados com cautela, já que os estudos disponíveis são observacionais, bastante heterogêneos e sujeitos a fatores de confusão e causalidade reversa.