Agência EinsteinMulheres com câncer de mama que substituem tratamentos convencionais por terapias complementares e alternativas apresentam menor sobrevida do que aquelas que seguem apenas o tratamento oncológico convencional recomendado. Mesmo as que combinaram terapias alternativas e convencionais tiveram mortalidade maior do que as que seguiram apenas as terapias oncológicas recomendadas. "Quando os tratamentos convencionais são substituídos por tratamentos que não foram rigorosamente testados e, portanto, não têm sua eficácia comprovada, não é surpresa que ocorra piora da sobrevida", analisa a oncologista Heloísa Veasey Rodrigues, do Einstein Hospital Israelita. "O papel legítimo dessas terapias é justamente o complementar, em associação, e nunca em substituição ao tratamento oncológico indicado", afirma a oncologista. O artigo levanta a hipótese de que muitas pacientes não informam seus médicos sobre o uso dessas práticas alternativas.