A Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu nesta terça-feira (11) o processo baseado em evidências científicas usado para definir os calendários de vacinação infantil, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinar um decreto para reduzir o número de vacinas infantis recomendadas no país. Na segunda-feira (10), Trump determinou a redução do calendário de vacinação infantil de 17 vacinas para 11. O porta-voz da OMS Tarik Jašarević afirmou, em coletiva de imprensa em Genebra, que as recomendações de imunização se baseiam em mais de 60 anos de pesquisas realizadas pela OMS, por autoridades nacionais e por grupos de especialistas independentes. Segundo ele, esses grupos se baseiam nas orientações do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (Sage), da OMS, ao estabelecer os calendários nacionais. A ordem de Trump também recomenda separar a vacina combinada contra sarampo, caxumba e rubéola em três injeções individuais.