O governo federal declarou, nesta quinta-feira (23), que “recebeu com preocupação” o anúncio do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, de que eliminará as eleições para impedir que seus adversários disputem o pleito. No poder desde 2007, Ortega descartou no domingo qualquer possibilidade de votações que permitam à oposição no exílio chegar ao governo. Brasília pediu ao governo nicaraguense que assegure “ao povo nicaraguense o livre exercício do direito soberano de escolha dos seus governantes”. Ortega, de 80 anos, exerce o poder ao lado da esposa, Rosario Murillo, e tem sido criticado por medidas que excluíram seus rivais em eleições contestadas. Jornalistas, intelectuais e religiosos críticos ao governo tiveram destino semelhante.