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Futuro Futuro reinventa a ficção científica brasileira com poesia e urgência social
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Jornal de Brasília
Vencedor do último Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e com estreia marcada para esta quinta-feira (23), Futuro Futuro consolida Davi Pretto como uma das vozes mais ousadas do cinema nacional recente.
O resultado é um filme que incomoda pelas razões certas, porque nos obriga a reconhecer, em cada fragmento de tela avermelhada, um pedaço do nosso próprio cotidiano hiperconectado e fraturado.
Foto: Divulgação/Cajuína FilmesVale destacar também a naturalidade com que o elenco conduz um material tão denso e simbólico.
Futuro Futuro prova que o cinema brasileiro pode arriscar, experimentar gêneros e ainda assim tocar profundamente quem assiste.
É um filme necessário, de coragem estética rara, que merece ser celebrado como um dos eventos culturais mais importantes do ano.