Em março, na CPAC dos Estados Unidos, maior conferência de direita do mundo, Flávio já havia pedido para que os presentes observassem as eleições do Brasil e aplicassem “pressão diplomática” para que as instituições funcionem adequadamente. Esses grupos, tratados na literatura acadêmica como observadores “sombra” ou “zumbis”, são geralmente convidados pelo incumbente e emitem pareceres favoráveis para eleições com indícios de fraude. O instrumento é especialmente útil em um contexto no qual líderes autoritários buscam legitimidade no cenário internacional ao adotar uma fachada democrática. Em 2024, a ONG alemã Plataforma Europeia para Eleições Democráticas identificou que Vladimir Putin convidou ao menos 150 observadores e especialistas “fake” para monitorar as eleições russas. O Foro diz ter feito missões em dez países: Argentina, Colômbia, Equador, Guatemala, Honduras, México, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai.