O rendimento médio do 1% mais rico do Brasil é 31,5 vezes maior que o dos 50% mais pobres, segundo dados do Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026. O número representa uma piora em relação a 2024, quando a renda média do grupo mais rico era 30,2 vezes superior à da metade mais pobre da população. A permanência da regressividade da tributação da renda reforça esse cenário. Contribuintes de renda muito elevada continuam sujeitos a uma carga efetiva de Imposto de Renda inferior à aplicada a parte dos trabalhadores de renda intermediária. O estudo, porém, ressalta que as medidas representam apenas uma parcela das mudanças necessárias para enfrentar a concentração de renda no país.