A sustentação das três fragatas por um período não inferior a 30 anos, bem como uma “forte incorporação de empresas nacionais”, a transferência de tecnologia e a revitalização do Arsenal do Alfeite, já estavam previstas no acordo entre Portugal e Itália anunciado em 20 de julho. 11 Agosto 2026, 19h53O Ministério da Defesa Nacional indicou esta terça-feira, 11 de agosto, que toda a manutenção das três fragatas adquiridas a Itália será realizada em Portugal e disse desconhecer qualquer relação entre a construtora Fincantieri e a empresa portuguesa NTG. “Toda a manutenção dos navios será realizada em Portugal, e apenas em casos pontuais de tecnologias proprietárias de Estados terceiros, tal como já se passa presentemente noutros meios da Marinha, em que a sustentação será efetuada através de organizações cooperativas internacionais entre Estados”, acrescenta o Ministério chefiado por Nuno Melo na mesma resposta. Questionado pela Lusa sobre se tinha conhecimento de que a NTG representava a Fincantieri em Portugal, o Ministério da Defesa disse desconhecer qualquer relação entre as duas empresas e insistiu que não houve qualquer intermediação dessa empresa neste negócio. Sobre os helicópteros que operarão nas novas fragatas, o Ministério diz que “em situação alguma a Marinha adquire os seus meios aéreos em simultâneo com um dado tipo de navios” e que este ramo das Forças Armadas dispõe atualmente de cinco helicópteros Lynx Mk95 que deverão assegurar estas funções até 2035.