Mais enxuta e direta, a ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reduziu a Selic de 14,25% para 14% ao ano, veio mais precisa e com sinais maiores de percepção de desaceleração da economia. Para os economistas, embora o documento não dê uma indicação direta sobre o próximo movimento, a leitura predominante é de um novo corte de juros em setembro. O tema geral da ata, no final, foi de que há espaço para uma acomodação adicional na próxima reunião. Como o BC faz o exercício quantitativo com seu modelo e chega a uma inflação de 3,2% com a Selic em 13,75%, aparentemente estaria confortável para cortar mais uma vez os juros na reunião de setembro. Para Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, o corte de setembro deve ser o último movimento de juros do ano.