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Empresário que matou gari recebe autorização para cursar faculdade EAD durante prisão
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O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 48 anos, preso por matar a tiros o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, em 13 de agosto do ano passado em Belo Horizonte (MG), após uma briga de trânsito, recebeu autorização para cursar uma faculdade de gestão financeira, na modalidade de Ensino a Distância (EAD), na prisão.
Segundo o advogado do empresário, Bruno Correa Lemos, que entrou no caso na última semana, o réu recebeu a autorização após pedido da defesa pelo advogado anterior, Bruno Rodrigues, que saiu da defesa nesta sexta-feira (7).
Lemos também representa a defesa de Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa por suspeita de matar um casal de idosos a facadas em BH.
Na decisão, datada de 29 de maio, o juiz Matheus Moura Miranda determinou uma “rígida supervisão” pelo presídio de Caeté, onde Renê está preso, para garantir que a internet seja “utilizada exclusivamente para os estudos” e considerou que a Constituição Federal garante a educação como um direito de todos.
Segundo a investigação, Laudemir foi assassinado a tiros após o empresário discutir no trânsito e atirar contra ele, no bairro Vista Alegre, localizado na região oeste de Belo Horizonte (MG).