Os advogados da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) denunciaram nesta sexta-feira (7) que a conclusão do inquérito e o indiciamento de três dirigentes da entidade pela Polícia Federal se basearam em convicções e não em provas de irregularidades. “As provas foram substituídas por convicções, em que o trabalho de análise documental foi trocado pelo atalho da presunção de ilicitude, sobreveio o indiciamento. O ex-presidente e atual secretário de Finanças e Administração licenciado da Contag, Aristides Veras, a secretária de Formação e Organização Sindical e ex-secretária de Políticas Sociais da Confederação, Edjane Rodrigues, e a ex-secretária-geral da entidade, Thaísa Daiane, também foram indiciados. No entanto, segundo os advogados da Contag, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Mariana Mei de Souza, não há prova material de que a conduta irregular tenha sido praticada. Para os advogados, inclusive, não há dúvida de que o indiciamento tem caráter político, visando atingir uma entidade histórica, que atua na organização e em benefício dos pequenos agricultores e trabalhadores rurais.