É uma preocupação legítima — mas talvez seja a preocupação errada. Porque a pergunta que verdadeiramente importa não é qual a nacionalidade de quem controla Sines. Para responder, é preciso entender como esse preço se forma — e aqui está o essencial, em três traços. A paridade de importação continuará a ser a referência, quer a refinaria seja controlada em Lisboa, em Madrid ou em Abu Dhabi. Da resposta — muito mais do que da nacionalidade do próximo dono de Sines — depende, afinal, se o preço nas bombas é o de um mercado ou o de uma renda.