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Sines muda de dono. E se o problema nunca tivesse sido o dono?
['José Caramelo Gomes', 'Professor Catedrático De Direito Europeu', 'Direito Comparado E Direito Da Concorrência. Universidade Portucalense', '.Wp-Block-Co-Authors-Plus-Coauthors.Is-Layout-Flow', 'Class', 'Wp-Block-Co-Authors-Plus', 'Display Inline', '.Wp-Block-Co-Authors-Plus-Avatar', 'Where Img', 'Height Auto Max-Width']
Jornal Económico
É uma preocupação legítima — mas talvez seja a preocupação errada.
Porque a pergunta que verdadeiramente importa não é qual a nacionalidade de quem controla Sines.
Para responder, é preciso entender como esse preço se forma — e aqui está o essencial, em três traços.
A paridade de importação continuará a ser a referência, quer a refinaria seja controlada em Lisboa, em Madrid ou em Abu Dhabi.
Da resposta — muito mais do que da nacionalidade do próximo dono de Sines — depende, afinal, se o preço nas bombas é o de um mercado ou o de uma renda.