A queda de um helicóptero turístico na Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio, neste sábado, levantou, mais uma vez, um alerta sobre o cenário de risco entre especialistas do setor. Este foi o quinto acidente aéreo com vítimas fatais no último ano no estado Rio de Janeiro. Segundo o engenheiro Gerardo Portela, doutor em Gerenciamento de Riscos e Segurança pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a sequência de voos com problemas e acidentes é um fator técnico de indicação de vulnerabilidade que precisa ser considerado pelos órgãos de fiscalização e controle do espaço aéreo. Nós estamos tendo um aumento de severidade, que são acidentes com vítimas fatais, e uma frequência, ou seja, um número de ocorrências maior dentro de um intervalo de tempo. Algo que, segundo ele, é possível de se fazer, mas talvez não com a quantidade de tráfego aéreo atual.