Ler ResumoNa campanha à reeleição de Lula, o ministro Dario Durigan se posiciona como porta-voz econômico para acalmar o mercado financeiro, após ideias heterodoxas de José Sergio Gabrielli. O programa preliminar de governo evita a palavra “ajuste” ao tratar de contas públicas, gerando debates entre os conselheiros do presidente sobre gastos e política fiscal. Na última terça-feira 4, esse grupo bateu o martelo sobre uma versão preliminar do programa de Lula, necessária, inclusive, para criar a pessoa jurídica de sua campanha. Durigan e Moretti concordam, ainda que em parte, com visão unânime entre economistas não alinhados ao PT e agentes do mercado financeiro que há necessidade de um endurecimento da política fiscal, mas entendem, também, que a Fazenda e o Planejamento vêm adotando medidas adequadas. Num pleito que se projeta disputado voto a voto, a erosão da parcela do eleitorado que até aqui se declara lulista convicto pode ser fatal para o postulante à reeleição.