Quase um em cada três desertores da Coreia do Norte que viviam nas proximidades do centro de testes nucleares de Punggye-ri apresentou mutações cromossômicas potencialmente associadas à exposição à radiação, segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério da Unificação da Coreia do Sul. Apesar dos resultados, as autoridades afirmam que ainda não há comprovação científica definitiva de que as alterações genéticas tenham sido causadas pelos testes nucleares. Do total, 64 pessoas (29,9%) apresentaram alterações cromossômicas que podem estar relacionadas à exposição à radiação. Na etapa mais recente do estudo, realizada em 2025, 26 dos 59 participantes — cerca de 44% da amostra daquele ano — apresentaram anormalidades cromossômicas. Os voluntários viveram em oito cidades e condados próximos ao complexo nuclear de Punggye-ri, localizado na província de Hamgyong do Norte.