“A Polícia Judiciária (PJ) esclarece que, assim que teve nota das notícias sobre esta matéria, na comunicação social, a Direção Nacional desta polícia questionou, imediatamente, o dirigente em causa, que desmentiu, de forma categórica, terem sido realizadas quaisquer obras na sua residência particular com a empresa Construbarcelos”, lê-se numa nota da PJ hoje enviada. Cristina Bernardo7 Agosto 2026, 19h54O diretor financeiro da Polícia Judiciária (PJ) negou a realização de obras na sua casa pela Construbarcelos, depois de confrontado internamente pela direção nacional desta polícia, que, perante o desmentido, não ordenou qualquer processo disciplinar. “Nessa conformidade, e em virtude de a Direção Nacional da Polícia Judiciária não ter qualquer elemento que indicie a realização das referidas obras, não ordenou a abertura de qualquer processo disciplinar relativamente a este dirigente”, acrescentou ainda a PJ. As obras foram realizadas pela empresa Construbarcelos, do empreiteiro João Carvalho, a mesma que ganhou 17 concursos para obras na PJ durante os mandatos de Luís Neves, de valor superior a dois milhões de euros. O dono da Construbarcelos teve na sua posse, por decisão de Luís Neves, um atrelado apreendido num processo relacionado com tráfico de droga, um caso que motivou a abertura de um inquérito.