Segundo o que ficou combinado entre Wellington, Messias e Mendonça, o ministro da Justiça vai buscar definir com o chefe da PF as condições necessárias para preservar o trabalho dos policiais sem criar ruídos com o relator das investigações. Imagens publicadas pelo GLOBO mostraram que nesse mesmo dia Wagner e o diretor-geral da PF tiveram uma conversa de pé de ouvido em um evento no Palácio do Planalto, o que piorou o clima. A troca do delegado do caso, com o envio para uma outra coordenação da PF sem comunicação a ele, também foi interpretada como uma tentativa de esvaziar a investigação. Comparam, ainda, o tempo que Mendonça levou para aprovar a busca e apreensão sobre o ex-governador do Rio no caso Master – dois meses e meio – com o da realizada sobre Jaques Wagner – nove dias. É nesse contexto que devem ser lidos trechos como o que diz que a atuação da PF é independente e “orientada exclusivamente pelos fatos, pelas provas e pelos mecanismos de controle previstos no ordenamento jurídico”.