O Brasil dispõe de testes diagnósticos precisos, antivirais de altíssima eficácia e um programa público que oferece esse tratamento gratuitamente. O elo que ainda falta é a busca ativa: encontrar, a tempo, quem carrega o vírus sem saber. O resultado é uma taxa de resposta virológica sustentada superior a 95%, com efeitos adversos muito menores que os das terapias antigas. Entre 2015 e 2025, o número anual de casos notificados caiu 34%, de cerca de 25,8 mil para 17 mil. A queda é positiva, mas não autoriza acomodação pois parte pode refletir subnotificação, não necessariamente menor circulação viral.