Da volatilidade geopolítica ao imperativo da resiliênciaO padrão das últimas semanas é claro: cessar-fogos anunciados, seguidos de ruturas e novas escaladas. Para a Organização Internacional do Trabalho, trata-se de um choque lento e potencialmente duradouro — e, para as empresas, uma fonte permanente de incerteza. No cenário base, o FMI mantém para Portugal uma expansão do PIB de 1,9% em 2026 e inflação de 3,1%. Agroalimentar — a Crédito y Caución estima um aumento dos produtos agrícolas base de 8,5% em 2026 e 3,8% em 2027 (vs. 0,7% e 2,5% antes do conflito). Um país com este tipo de incerteza estrutural fica duplamente exposto quando a isso se soma um choque geopolítico como o do Médio Oriente.