Escrevo “Rubio” porque toda a estratégia para a América Latina é elaborada por ele e não pelo presidente norte-americano. Conforme escrevi aqui semanas atrás, Trump até simpatiza com Lula, mas demonstra pouco interesse no Brasil e está focado em outras questões internacionais, como a guerra no Irã, a guerra na Ucrânia e a China. Preferiu terceirizar para seu secretário de Estado a política externa para o que os norte-americanos chamam de “Hemisfério Ocidental”, que é um termo geográfico para designar as Américas. Rubio, que na prática já administra a Venezuela e pretende colocar Cuba também em seu portfólio, pretende que todos os principais países da América Latina sejam governados pela direita. É possível, porém, no Brasil, onde Flávio Bolsonaro possui condições de derrotar Lula, embora o atual presidente desfrute um leve favoritismo, segundo pesquisas.