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Com filme sobre morte de líder indígena, Lucrecia Martel provoca Argentina a admitir seu racismo: 'Basta andar na rua para ver'
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oglobo
— O que a gente tem que observar na nossa história e prestar muita atenção é no que vai se naturalizando na disposição arbitrária de uma parte da sociedade em dispor dos bens e do tempo dos outros — diz Martel.
— A questão para mim é: como fazer para sensibilizar o público com algo que ele já sabe, mas que nega ou minimiza?
A naturalização faz com que fiquemos emocionalmente ilesos, parece que não nos afeta.
E esse é o grande trabalho: como fazer para que aquilo que você sabe volte a te afetar?