— O que a gente tem que observar na nossa história e prestar muita atenção é no que vai se naturalizando na disposição arbitrária de uma parte da sociedade em dispor dos bens e do tempo dos outros — diz Martel. — A questão para mim é: como fazer para sensibilizar o público com algo que ele já sabe, mas que nega ou minimiza? A naturalização faz com que fiquemos emocionalmente ilesos, parece que não nos afeta. E esse é o grande trabalho: como fazer para que aquilo que você sabe volte a te afetar?