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Quanto custa uma crise que podia não ter acontecido?
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Jornal Económico
O problema é que estes custos raramente aparecem todos no mesmo centro de imputação.
Não há crise, não há baixa médica, não há saída inesperada, não há equipa em rutura, não há reunião extraordinária.
Para quem gere organizações, a pergunta já não deve ser apenas: “Que apoio damos quando as pessoas não estão bem?”
Manifesta-se na crise que não aconteceu, na baixa que foi evitada, na saída que não se concretizou, na equipa que continuou funcional, no talento que permaneceu, na produtividade que não se perdeu.
É aquela que percebe que há riscos que não devem ser romantizados, mas reduzidos; custos que não devem ser apenas reparados, mas evitados; e resultados que só existem porque alguém teve a maturidade de agir antes do alarme.