A cada nova proposta, exposição ou projeto que envolva o meio ambiente e educação ambiental com linguagem artística, não são raras as vezes em que ouço que “isso aqui não é cultura, não é arte, é meio ambiente”. Me dizem que o que eu faço “não é arte”, porque é bonito e tem natureza demais. Atentando para o fato de que do outro lado, também já ouvi que “não é meio ambiente, porque tem cultura, é artístico demais”. É irônico perceber que o campo da arte contemporânea (que se diz revolucionário, provocador e crítico) seja o mesmo que, com frequência, reproduz uma visão limitada do que é cultura. Será que esquecemos que a própria cultura é um produto da relação do ser humano com o meio onde vive?