Outro caso é o do tenente-coronel Djalma dos Santos Araújo, condenado a cinco anos de prisão pelo crime de tortura por algemar, sufocar, empalar e dar choques em um homem no Morro da Mineira, no Centro do Rio, quando era tenente, em 2004. O CJ foi aberto no ano do crime e teve decisão publicada pelo TJ às vésperas da prescrição, em 2010. O oficial recorreu até 2014 e chegou a ter sua exclusão publicada em Diário Oficial, mas em 2016 entrou com mandado de segurança contra o Estado. O Órgão Especial do TJ determinou seu retorno à PM. Desde então, ele foi promovido quatro vezes (de tenente a tenente-coronel) e usa seu trânsito entre políticos para conseguir nomeações em cargos no governo: já foi subcoordenador de logística da Operação Lei Seca, assessor no Centro de Tecnologia de Informação e Comunicação do estado (Proderj) e, até junho, estava lotado na corregedoria do Rioprevidência.