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STJ vai decidir se indenizações por ‘Crimes de Maio’ em São Paulo são ou não imprescritíveis
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VEJA
A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) julga na próxima semana uma ação do Ministério Público de São Paulo e da Defensoria Pública cobrando reparações do Estado pelas mais de 500 mortes ocorridas no episódio conhecido como “Crimes de Maio”, em São Paulo, em 2006.
A chacina ocorreu como resposta a uma série de rebeliões do PCC em São Paulo, que tinham ocorrido em represália à transferência de membros da organização para um presídio de segurança máxima.
Continua após a publicidadeNa última sessão de julgamento, em março, o ministro Marco Aurélio Bellizze abriu divergência para não conhecer do recurso, por questões processuais, sem analisar o mérito do caso, ou seja, se houve ou não a prescrição.
A novidade está em não tratar o período ditatorial como requisito absoluto.
A ideia central é que a democracia não diminui a gravidade da tortura estatal; ao contrário, torna a violação especialmente incompatível com o Estado de Direito.