A avaliação negativa dos bancos sobre plano de negócios apresentado pelo Banco de Brasília (BRB) para tentar convencê-los a dar as garantias necessárias para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) emprestar R$ 6 bilhões tem pesado para alongar as negociações e está aumentando os riscos da operação não se concretizar. O dinheiro é necessário para o aumento de capital do BRB, que será usado para cobrir parte do rombo deixado pelas transações com o Banco Master. O recado sobre as dificuldades na operação foi dado pelos bancos a interlocutores do governo federal, que tem participado das discussões como uma espécie de mediador que viabilizou o entendimento homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux. O outro fator que está pesando são as próprias contra-garantias oferecidas pelo governo do Distrito Federal, que seriam os recursos dos fundos de participação dos Estados (FPE) e (FPM). O acordo foi homologado no STF em maio e na ocasião foi visto como o grande passo para destravar o empréstimo que permitiria ao banco se reenquadrar nos padrões exigidos pelo Banco Central, após os danos causados pela relação da instituição brasiliense com o Banco Master.