O diagnóstico liderado pelo ICNF neste plano encontra-se maioritariamente bem fundamentado, demonstrando que o país sabe que natureza perdeu e quais as soluções necessárias para a recuperar. Ao analisar a proposta de plano, em consulta até 19 de agosto, identifica-se uma fragilidade transversal a todo o documento: a ausência de definição quanto aos recursos financeiros necessários. O restauro ecológico é um processo complexo que se prolonga por anos ou décadas, dependendo de intervenção e acompanhamento contínuos. A experiência diz-nos que, sem este compromisso orçamental firme, as medidas saem menos do papel, os resultados perdem consolidação e os ganhos ambientais alcançados ficam aquém do necessário. Adiar o investimento no restauro não é, portanto, uma opção inteligente e significa apenas empurrar a fatura para a frente, tornando-a inevitavelmente mais pesada no futuro.