O Ministério Público do Tocantins acionou diversos órgãos, entre eles o STF, o STJ e a PGR, no âmbito de um inquérito civil público que apura suposto "tratamento privilegiado" concedido ao BRB por servidores da Secretaria da Administração do Estado, no contexto das operações de antecipação de passivos retroativos devidos a servidores públicos estaduais, civis e militares. A decisão foi assinada pelo procurador-geral de Justiça, Abel Andrade Leal Júnior. Aberto a partir de uma notícia-crime, o procedimento verifica se houve operacionalização irregular das antecipações, com acesso indevido a dados pessoais e financeiros dos servidores, concentração anormal de operações, ausência ou insuficiência de contratos de cessão de crédito e eventual participação de agentes públicos com prerrogativa de foro. Na decisão, o procurador-geral de Justiça cita a "eventual existência de notícia de crime comum atribuível ao Governador do Estado ou a autoridade submetida à jurisdição originária do Superior Tribunal de Justiça" e aponta a necessidade de se verificar formalmente se os fatos ora apurados guardam relação com procedimentos em curso perante o STJ ou a PGR, em referência à autoridade detentora de prerrogativa de foro, e perante o STF, "no que toca ao recorte noticiado, ainda não verificado nestes autos, envolvendo o BRB e o Banco Master". Sobre a eventual participação do governador Wanderlei Barbosa, Leal Júnior determinou a expedição de ofício ao STJ e à PGR para solicitar informações sobre a existência de apurações relacionadas a tratativas com o banco, "operações financeiras, contratos públicos, intermediação política ou fatos conexos".