O Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo recorreu ao Ministério Público para barrar a comercialização irrestrita de medicamentos por meio de máquinas automáticas em condomínios residenciais e locais de grande fluxo de pessoas. A própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária já possui posicionamento contrário ao uso desse tipo de equipamento para a venda de produtos de saúde. A principal preocupação da entidade gira em torno da automedicação e da facilidade de acesso a essas substâncias por crianças e adolescentes, o que pode ferir normas do Estatuto da Criança e do Adolescente. A presidente do conselho, Luciana Canetto, alertou que mesmo remédios que não exigem receita médica carregam riscos reais de intoxicação, reações adversas e interações perigosas se consumidos de forma incorreta. Diante da denúncia, o Ministério Público instaurou um procedimento para ouvir a empresa fabricante das máquinas e os órgãos de vigilância sanitária regionais para definir os desdobramentos do caso.