Em uma das mesas da programação paralela da Flip, o festival de literatura em Paraty, no Rio de Janeiro, Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra a se tornar imortal na ABL, falou sobre um detalhe inusitado do seu processo criativo. “Achei na internet um vídeo com o áudio de uma máquina e coloco para escrever. Escrevo hoje com o ruído branco da máquina de costura da minha mãe, que embala madrugadas lá em casa, né? Minha mãe costurando, costurando, costurando. Daquela criança lá atrás que a minha mãe estimulou essa imaginação”.