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Ele deixou o Irã para fugir da perseguição por ser gay: “Finalmente me senti livre”
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VEJA
Após enfrentar perseguição, violência e uma longa e perigosa jornada, ele encontrou no Brasil um lar acolhedor onde pôde, finalmente, ser quem realmente é, reconstruindo sua vida e reunindo a família.
A internet, acessada às escondidas por VPN para driblar a censura, foi minha janela para o mundo: ajudou-me a entender que eu não estava doente, nem sozinho.
O limite chegou ainda na faculdade: fui estuprado, em uma sala fechada, pelo responsável pelos trâmites do meu serviço militar.
A morte chegou perto de mim: a cinco minutos da fronteira brasileira, o táxi em que eu estava capotou cinco vezes porque o motorista dormiu ao volante.
Fui resgatado por uma família local e cheguei ao posto da Polícia Federal chorando, em choque, pedindo refúgio em inglês.