Soaram os alarmes: o Equador desliza para o autoritarismo. Essa estratégia centrada na captação de simpatias apoia-se em um ingrediente-chave: o ódio, que, ao exaltar emoções, ofusca a razão e transforma adversários em inimigos. A lógica é que não precisa dar explicações porque toda decisão é uma ordem que exige obediência. O problema é que, sob esse mecanismo, o governo envia um projeto após outro, cada um com múltiplos tópicos e disposições conflitantes com a Constituição. E tudo isso sob o encanto das loas otimistas de um governo que se mantém à base de discursos vazios, com os militares em sua retaguarda.