Viver com Alzheimer é como estar em uma grande biblioteca onde as luzes começam a falhar: primeiro fica difícil encontrar os livros mais novos. Depois, os corredores vão escurecendo até que o leitor se esquece de que um dia havia ali histórias. Estima-se que mais de um milhão de brasileiros já convivam com a doença e esse número deve dobrar até 2050 com o envelhecimento da população. Hoje, o número de idosos cresce muito mais que o de crianças. Não existe cura, mas, pela primeira vez, acumulam-se evidências de que é possível frear, mesmo que discretamente, a marcha implacável da doença.