É péssimo para um país ter a Justiça sob suspeição. Como talvez alguns leitores saibam, acompanho de perto a situação argentina e, lá como aqui, metade da sociedade julga que a Corte Suprema — o Supremo do país vizinho — “joga para um dos times”. Isso é não apenas ruim, como perigoso para uma nação. Não é preciso, porém, ser um bolsonarista de carteirinha para perceber que nosso Supremo assumiu um protagonismo na vida do país que, em algum momento, seria recomendável que diminuísse — e muito — no futuro. Há uma vasta agenda nesse campo, que abrange desde a adoção de um código de conduta acerca do que um juiz do Supremo pode ou não pode fazer, até o combate aos privilégios (“penduricalhos” y otras cositas mas), combate esse que, para ter maiores chances de prosperar, o Supremo deveria liderar.