A carne, especialmente a vermelha, não deve representar mais que uma pequena parte de uma dieta saudável, estimou, nesta sexta-feira, uma comissão internacional de especialistas, que mantém as conclusões anteriores que já haviam sido fortemente rechaçadas pela indústria agroalimentar. Trata-se de uma nova versão de um trabalho anterior, publicado em 2019, que havia gerado reações divididas ao sugerir reduzir significativamente o consumo de carne. Em todo o mundo, numerosas federações do setor agroalimentar rechaçaram aquelas recomendações, classificando-as de caricaturescas, perigosas ou inadequadas para os hábitos locais de alimentação. Nesta revisão, os especialistas, que afirmam ter considerado os estudos mais recentes para adaptar suas recomendações, apresentaram ordens de magnitude muito similares às de 2019. Mais uma vez, cifras muito próximas às de 2019.