O diretor-executivo da petrolífera italiana Eni, Claudio Descalzi, anunciou esta quinta-feira, em Maputo, que a produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) no projeto Coral Norte terá início dentro de três anos, após a assinatura da Decisão Final de Investimento (FID) no valor de 7,2 mil milhões de dólares. Com esta nova unidade flutuante de liquefação de gás, Moçambique deverá tornar-se o terceiro maior produtor de GNL em África, a seguir à Nigéria e à Argélia, duplicando a atual capacidade para sete milhões de toneladas por ano. “O Coral Norte vai expandir ainda mais estes benefícios, demonstrando que o GNL flutuante é uma solução rápida, competitiva e fiável”, afirmou o responsável da Eni, garantindo que o projeto representa “um compromisso” com Moçambique. O acordo prevê ainda a disponibilização de 25% do gás natural para o mercado doméstico e 100% do condensado para produção de energia, medida que visa impulsionar a industrialização do país. Hoje estamos no segundo desenvolvimento de GNL flutuante em águas ultraprofundas, e ambos estão em Moçambique”, concluiu Descalzi.