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A longa marcha dos carros chineses na Europa
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Expresso
Gravuras alegóricas de finais do século XIX mostravam as nações europeias espreitando para uma caverna donde emergia um ídolo gigantesco de olhos amendoados e a legenda era: “O perigo amarelo.” Provavelmente, pensava-se mais no Japão que na China, pois aquele não tardaria a derrotar em 1905 as forças terrestres e navais russas do Extremo Oriente em Port Arthur.
Mais de um século depois, este tipo de alertas regressa, agora visando a China, vista como potência capaz de disputar a hegemonia mundial e os EUA.
No caso da indústria automóvel europeia o perigo não é potencial mas existencial: a concorrência chinesa entrou em força, sobretudo nos veículos 100% elétricos.