Casa sim, casa sim, há estragos. Telhados muito destelhados, chaminés ausentes ou tombadas para o interior, caleiras perdidas na vizinhança, varandas sem grades, espaços vazios onde moraram janelas, painéis solares estilhaçados no jardim. Não só em vivendas, em prédios também, em espaços urbanos. As árvores ganharam quase todas — mesmo quase todas — posição horizontal, ao ponto de as raízes expostas já não impressionarem a vista. De cinzento-asfalto passaram a cor de tijolo, tingidas pelas telhas feitas pó que voaram das casas em redor.