Na defesa, a Procuradoria-Geral do Estado “gabarita” os argumentos de quem é crítico às cotas raciais: diz que a população de Santa Catarina é a mais branca do Brasil, que não é possível mensurar os resultados e cita categorias “identitárias”. Governo catarinense, ao proibir cotas raciais, ataca lei federal considerada constitucional pela unanimidade do STFAlém disso, o governo afirma que, em Santa Catarina, os critérios adotados no estado são sociais, e não raciais. – A justificativa sobre o percentual de pessoas negras em Santa Catarina é lamentável e não encontra lastro na realidade. Além disso, o governador ignora que as vagas nas universidades públicas, comunitárias e privadas de Santa Catarina não são restritas a catarinenses. A PGE também parece ter esquecido que, em 2022, o Brasil incorporou à Constituição Federal a Convenção Interamericana de Combate ao Racismo, que tem status de emenda constitucional.