O dólar iniciou o ano em queda, numa tendência que poderá continuar pelo menos ao longo do atual trimestre. A queda do dólar tem levado exportadores e gestores de carteiras a reforçarem a cobertura cambial para evitar perdas adicionais. São várias as causas para esta tendência, a começar pela tentativa de vários países de utilizarem menos o dólar em transações comerciais e, sobretudo, na composição das suas reservas. Um ângulo particular desta inquietação em relação ao dólar prende-se com os “défices gémeos” dos EUA – défices orçamental e comercial. No fundo, receia-se é que os EUA deixem de ser um Estado de Direito e uma economia liberal de mercado.