Entre os 21 componentes do PRR, há quatro em que os beneficiários têm mais de 66% do dinheiro por receber: dois na energia (REPowerEU e eficiência energética), a mobilidade sustentável e a Saúde. Na descarbonização dos transportes públicos, a medida com mais dinheiro envolvido nesta componente, faltava pagar 95% do valor a 31 de dezembro (os dados mais recentes para investimentos concretos). Na flexibilidade de rede e armazenamento e na descarbonização da indústria, por outro lado, estava tudo por pagar. O responsável afirma que “ou as entidades não submeteram o pagamento ou a ACSS [Administração Central do Sistema de Saúde] ainda não analisou o pedido”. Também Pedro Dominguinhos classifica este atraso como “significativo”, dando como exemplo o hidrogénio, em que “há imenso contratado, mas a execução é muito próxima de zero”.