A Colômbia restringiu a importação de drones diante dos frequentes ataques de guerrilheiros com este tipo de tecnologia em meio ao conflito armado, informou o governo nesta quinta-feira (29). Os grupos rebeldes que operam no país adaptam explosivos a drones adquiridos no mercado convencional para atacar militares e populações, uma modalidade que transformou a guerra. Em 2025, ao menos 8 mil ataques deste tipo deixaram 20 mortos e 297 feridos entre militares e civis, segundo o ministro da Defesa, Pedro Sánchez. Na Colômbia, os guerrilheiros lançam explosivos artesanais a partir de drones comerciais com os quais realizaram ataques mortais, embora não sejam tão precisos quanto em guerras como a da Ucrânia, onde foram registradas operações militares com drones "camicase". O exército colombiano apresentou, em outubro, seu primeiro batalhão de drones para atacar e se defender destes atentados.