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A grande resistência aos ‘dispute boards’, que avançam em obras privadas
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VEJA
Embora cada vez mais comuns em contratos privados de grande porte, especialmente nos setores de infraestrutura e construção pesada, os dispute boards — comitês formados por especialistas técnicos para prevenir e resolver conflitos durante a execução das obras — ainda são pouco utilizados pela administração pública brasileira.
Hoje, apenas cerca de oito entes públicos contam com algum tipo de regulamentação específica para o uso do mecanismo.
Para Daniel Lopes, especialista em Direito Imobiliário e Contratos e sócio do Almeida Prado e Hoffmann Advogados, o entrave não está na falta de base legal, mas em fatores culturais e institucionais.
Segundo Lopes, a iniciativa pode representar um ponto de inflexão ao oferecer parâmetros mínimos e maior segurança jurídica para a inclusão do instrumento em editais e contratos.
“A regulamentação federal tende a destravar o uso, mas não resolve sozinha o principal gargalo, que ainda é cultural e técnico”, avalia.