O Brasil pretende acessar com mais frequência os mercados internacionais em 2026, com emissões de títulos denominados em ao menos três moedas, informou o Tesouro Nacional em seu plano anual de financiamento divulgado nesta quarta-feira. O Tesouro pretende aumentar emissões em dólares e voltar a emitir dívida em euros nos mercados europeus, com o objetivo de desenvolver uma curva de referência para emissões de empresas privadas. Os planos seguem-se a um ano recorde: em 2025, o Tesouro captou US$ 10,8 bilhões nos mercados internacionais — o maior volume desde o início da série histórica, em 2000. A projeção do Tesouro é que a dívida pública brasileira encerre este ano entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. O objetivo é aumentar a participação da dívida externa, aproveitando os elevados níveis de liquidez internacional, afirmou Ceron.