A ideia é que, ao verem um tema árido circulando em perfis de entretenimento, as pessoas começam a cruzar as informações com o que viram de especialistas, consolidando uma opinião moldada pela campanha. Tudo que sai nos grandes perfis acaba reverberando para outros perfis menores, muitas vezes até em perfis de mídia regional — diz Carolina Terra, pesquisadora e professora da Universidade de São Paulo (USP). Quem atua no mercado afirma que uma página de fofoca "não tem nada a perder", o que permite que elas aceitem campanhas mais questionáveis por valores menores. É possível contratar perfis por valores iniciais entre R$ 10 mil e R$ 15 mil — é um valor baixo perto do que o setor movimenta. Regulação faz faltaOs profissionais acreditam que regular o setor pode ajudar a arrefecer a participação de páginas em campanhas coordenadas de conteúdo difamatório.