Até então, era vetada no país a produção de compostos da Cannabis em farmácias de manipulação. — O sucesso dependerá da qualidade da norma complementar: padrões do insumo, testes de pureza e contaminantes, estabilidade, rotulagem, farmacovigilância e responsabilidade técnica. Sem isso, corre-se o risco de ampliar acesso sem garantir previsibilidade terapêutica — avalia Wellington Briques, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Farmacêutica (SBMF) e fundador da Cannabis Academy. Segundo o Anuário da Cannabis Medicinal no Brasil de 2025, da consultoria Kaya Mind, hoje mais de 873 mil pessoas utilizam produtos à base da planta Cannabis sativa no país, número que mais que dobrou nos últimos dois anos. A sugestão era de que uma possível mudança nesse sentido apenas começasse a valer após 12 meses da nova resolução.