Ou o compositor vive o contexto do que cria, ainda que na condição de visitante, ou será apenas uma projeção, um simulacro. Muita gente boa em São Paulo compõe com delicadeza como se mergulhasse todos os dias nas praias de Dorival Caymmi e no São Francisco de João Giberto. Isso porque algo me diz que São Paulo seja o lugar com o maior índice no país de vítimas da síndrome do compositor-impostor. Se São Paulo não os inspirasse, eles fugiam para dentro de si com ou sem os seus amantes. Não seria pouco, ainda que contando com os que esqueci, se compararmos com o número de autores de cidades com populações até menores, como Rio e Salvador?