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O desmantelamento do capitalismo dos ‘stakeholders’
['Filipe Morais', 'Professor De Governance', 'Reputation', 'Henley Business School', 'Reino Unido', 'E Partner Na Amrop', '.Wp-Block-Co-Authors-Plus-Coauthors.Is-Layout-Flow', 'Class', 'Wp-Block-Co-Authors-Plus', 'Display Inline']
Jornal Económico
Segundo alguns comentadores, tratar‑se‑ia de uma transição do capitalismo dos acionistas para um capitalismo gerencial.
O que está em causa não é um ataque ao capitalismo dos acionistas enquanto tal, mas uma ofensiva política contra o chamado “capitalismo dos stakeholders” – ou, mais concretamente, contra acionistas institucionais que promovem propostas relacionadas com clima, remuneração ou diversidade, equidade e inclusão (DEI).
Ao reduzir a capacidade dos acionistas de submeter propostas e ao enfraquecer o papel dos consultores de voto, o poder desloca‑se da esfera dos investidores para a gestão – não por razões económicas ou de eficiência, mas por motivações ideológicas.
Culpar as políticas ESG ou DEI por estes resultados é uma leitura simplista e enviesada.
Colocar esse princípio em causa por razões ideológicas não fortalece o capitalismo – fragiliza‑o.